Ao que tudo indica não voltaremos tão depressa para o lugar L.
Infelizmente tivemos conhecimento que não teríamos, para já, hipótese de regresso.
Não gostaria de decepcionar os nossos caros leitores, mas tão cedo não vamos poder relatar as nossas aventuras nas margens do Rio Kwanza, mas se quiserem nas margens do Trancão ou do Tejo pode ser....... Espero que sirva.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Lisboa menina e moça...
Para quem não entendeu, "ir no quê", é ir "ao coiso", é "ir ali". E o nosso "quê" neste momento é Lisboa, outro lugar L.
É estranho mas toda a gente anda aqui deprimida ou com grandes tristezas, queixam-se só por terem nascido. Sinceramente não entendo mesmo estes lisboetas, é que eu estou contentíssimo só de poder visitar Lisboa, de apanhar ar fresco (em Angola o ar é abafado).
Pode ser que se eu passar mais tempo cá, também seja apanhado por este vírus do pessimismo.
É estranho mas toda a gente anda aqui deprimida ou com grandes tristezas, queixam-se só por terem nascido. Sinceramente não entendo mesmo estes lisboetas, é que eu estou contentíssimo só de poder visitar Lisboa, de apanhar ar fresco (em Angola o ar é abafado).
Pode ser que se eu passar mais tempo cá, também seja apanhado por este vírus do pessimismo.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
O Magalhães no rio Kwanza
Vou ser curta para não vos aborrecer com muitas descrições. O barco que me levava pelo rio Kwanza avariou, o motor pifou. Lindo serviço. Sem coletes, sem remos e sem plano B, eu estava no meio do rio, terra por excelência de pequenos e inofensivos bichos chamados crocodilos. Relembro que o barco que estava era uma "chata" de pescador com motor, algo que se vira facilmente e sem deixar rasto.
La consegui safar-me... em pleno nada e no meio de coisa nenhuma havia rede. Quando perguntei ao rapaz que conduzia o barco se havia o tal plano B ele responde-me... Não.heheheheheheeh
Sabem como se chamava? Magalhães. Bolas, pensei, o rapaz tem o nome do famoso computador e melhor amigo do Sócrates, isto nunca vai poder ter um final feliz... Vá lá que até que teve.
sábado, 8 de novembro de 2008
Arranha-céus do Chinese International Fund

O arranha-céus que vêem em frente é a torre do Fundo Internacional Chinês, instituição responsável pelos milhares de milhões de dólares disponíveis para a Reconstrução de Angola a troco de petróleo.
Ao anoitecer a torre iluminava-se com cores berrantes, estilo brinquedo chinês rasca mas em tamanho gigante. Não sei se eram as 4 faces do prédio que se iluminavam ou só duas, nunca consegui confirmar isso, mas que era horrível e uma loucura de gasto de energia e de autêntico gozo para nós (quem mora em prédios em Luanda se não tiver gerador fica muitas vezes sem luz em casa), isso era.
Entretanto nunca mais se acendeu...
A caminho de Cacuaco

Ah, já me esquecia, isto também está a mudar...
Bem-vindos

Esta é uma rua, em tempo de chuva, da comuna do Talahady que pertence ao município do Kazenga. Estive aqui há um mês, quando nada disto se via.
Na casa onde estive, quando se abria o portão em vez de subirmos umas escadas ou entrarmos num terreno plano, tínhamos de descer um degrau enorme.
Numa rua sem drenagem onde a via está mais alta que os terrenos das casas, quando chove, dá grandes makas.
O Kazenga é uma espécie de bairro ilegal mas do tipo de barracas, não falo do tipo de vivendas à emigrante. Na comuna do Talahady há um constante cheiro a esgoto e a lixo, Eles dizem que vão mudar isto, que vão criar um milhão de casas ou qualquer coisa assim.
Vamos ver...
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Makumba
Foi assim que no Halloween saímos à rua. Estavámos assustadores, mas quem tinha medo que nos vissem assim éramos nós. Passo a explicar:
África tem História de ser um continente muito supersticioso. São normais as notícias de crianças abandonadas pelos pais, nas mãos de seitas religiosas, por acreditarem que elas são feiticeiras. Os Kimbandas (makumbeiros) são muito procurados aqui e normalmente fazem os seus "trabalhos" vestidos da roupinha que Deus lhe deu.
Basicamente o nosso receio era o de sermos linchados na rua. Qualquer coisa como:
-Xé makumba, makumba!!! (gritava a multidão enquanto fugíamos a sete pés).
Por acaso não aconteceu, mas tive um episódio caricato. Depois da festa vim para casa, estacionei o carro e quando vou a sair estava lá um kandengue (jovem) para me controlar o carro:
-Padrinho tá Seguro!!
Eu saio e digo:
-Não tá nada seguro!!
Ele olha para mim e quando vai a repetir a frase fica apenas, no "padrinho" e foge mais rápido que o Obikwelu.
Realmente, se eu não soubesse que era noite de Halloween, ou se nem sequer tivesse noção do que raio era isso. Às 3 da manhã e no meio do escuro, ver um gajo com a minha cara, também me dava para fugir, sendo supersticioso ou não.
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